viajo porque preciso, volto porque te amo.


 


 

"Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete
Sem luar, sem violão
Perto de você me calo
Tudo penso e nada falo, tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não
Diga que você me adora, que você lamenta e chora
A nossa separação
Às pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim
E que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim" (Noel Rosa)


Sinto saudade do que não vivi... Ou vivi?
Mistério do Planeta...

Vi o filme que só pelo título já me conquistou... Bucólico e amável. Lembrando a canção de Mariana : " prefiro solitude a solidão..."
O sertão é tão enigmático, chamativo, fui pra lá no filme, e pensei na travessia futura ... como será? o que será? para onde iremos? 
Quero viajar! Vestir minha alma com diferentes paisagens, aaah que inquietação. Esse estado de desassossego permanente me impulsiona. Quero ir.
Voltando a falar do filme, gostei de ver como o cenário do agreste se entrelaçou com a vida dele... A solidão da paisagem dialoga com o momento que ele vivia, aquele momento em que a esperança é já pouquinha, e o coração fica perdidinho... viajar pra esquecer, já fiz isso também. Não deu certo.
A gente não esquece, mas, tenta recomeçar, se refazer. 
Gostei quando ele disse " quero mergulhar em coisas novas" e em seguida se jogou no mar... Ô vontade...
O filme é solitário, o ator também, eu sou, o mundo é. Mas, é bom (ou ñ?). 

Quero uma vida lazer, quero uma vida lazer...

Vou viajar (fim do ano), e voltarei (sim ou não?) porque...


 
Achei um estudo sobre VIDA-LAZER:

"A vida-lazer é individual e coletiva. É colaborativa, é política, econômica, ecológica. É a intimidade, a amizade, os arranjos afetivos. É um projeto de felicidade, prazer. É intensidade, é um tratado, um contrato, um caminho."
O Contrato da vida-lazer 
Voluntário e afetivamente eu, Carolina, busco uma vida-lazer.
Uma vida-lazer que é assim, buscar a felicidade e mais nada. Reconheço a vida-lazer como formas de vida, como postura política, como encontros e desencontros, como chegadas e partidas. Uma vida-lazer para mim e meu companheiro (s), companheira (s), ou para uma vida no singular. Uma vida-lazer que tenha na amizade sua maior autoridade. Mas uma autoridade terna, tenra, afetiva. Um exercício de forças, de sujeitos desejantes. Assumo e entendo a vida-lazer como um risco, e vivo por esse risco. Persigo a vida-lazer como se fossem vagalumes na penumbra. Quero a linha da vida, uma máquina singer desejante. Quero costurar os devires da minha existência. Quero veredas, sertão e praia. Quero corpos e sensações. E quero a felicidade de estar só, tomando uma xícara de café. Quero o coração do Pará. Quero um rádio ligado, pra pensar em você e só. Quero me cansar de pensar em ti, vida-lazer. 
Este presente contrato tem a duração de quantas vidas-lazer for preciso. Pode ser feito, refeito, acordado e descordado
Fonte:
Vinicios Kabral RIBEIRO

Salvador, 26 de julho de 2014.

Beijos amorosos,

Carol

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