Bem amigos,


Hoje vou escrever uma coisa triste, e que infelizmente está me impedindo de dormir.
Comumente eu escrevo quando quero esquecer, ou compartilhar. Hoje, quero compartilhar...
Recentemente me deparei com a violência, nua e crua. Ow, você que acha que eu to exagerando. FODA-SE
FODA-SE COM MUITO CAPSLOCK, pq eu sei o que eu senti, ok?
Me recuperei.

Não sou menina criada com limites (partindo da semântica), tenho liberdade, mas sinto que ela foi corrompida no momento exato em que eu ouvi " passa tudo que você tiver ai", talvez não.
Penso humanamente á que ponto chegamos, convivemos diariamente com inúmeros tipos de violência, mas a pior sem dúvida, é essa. A violência que faz você sentir como se o último minuto seria aquele, e quem dita isso é a arma que está na mão do semelhante (ir)racional. E agora que passou, que eu estou bem e que ainda tenho mais minutos para viver, agora em minha mente foi abertada um leque de questões.
Lembro me bem, da imagem do rosto daquele severino, do severino que fugiu da rota do exôdo, e foi em direção ao crime... Produto da desigualdade, da evasão escolar, desemprego, do Brasil!
Sem hipócrisia de minha parte, pensar que vou viajar e conseguir meu "exilio" (mesmo que não seja em Londres como Caetano e Gil) me faz bem demais! Vou fugir! Mas também eu sei, esta não é a solução.
Vou fugir... mas e meus amores?
Não consigo dormir, pensando em o quanto eu sofreria se algo semelhante ou pior ao que aconteceu comigo, e não me refiro nem tanto as ações, e sim as sensações. Não posso desejar á ninguem, e só de pensar que pode acontecer com meus familiares, meus amigos, meu namorado lindo e fofo, aos familiares dele; Não posso pensar nisso.
Tenho que seguir a vida, pedindo proteção, sendo eu, sempre eu.
E sabe pq não me roubaram meu pertences? Por que eu planto o bem, sou vil e errônea sim, mas não quero ser semi-deusa. Quero ser só Carolina.
Minha mãe me ensinou quando pequena, várias orações, não tenho nenhum vinculo máximo com a igreja, minha religião é o amor, e Meu Deus está comigo sempre.
Diante do modo como me sinto, e como meu coração aperta a cada pensamento, não quero viver com o coração dilatado, porque é assim que eu me sentiria se alguém que eu amo muito fosse atingido por essa violência.
Não sei mais o que dizer, sei que quero muita paz.
Quando eles tentaram me atingir, eu usava a camisa da gentileza.
Quero paz pra mim e para todos, porque eu estou com muito medo agora.



Carolina

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